Prezados Irmãos em Cristo,




Nosso desejo é expandir a Luz de acordo com os preceitos de Cristo, alicerçados na doutrina espírita através das orientações dos Espíritos Superiores, norteados também pela codificação de Allan Kardeck.

BENEFÍCIOS DEFLUENTES DA ORAÇÃO


Uma eficiente maneira de conseguir a ligação entre a criatura e o Pai Criador, é a oração ungida de sentimentos nobres.

A emissão da onda mental dirigida a Deus com vigor e humildade, vence os espaços infinitos e é captada pelo Genitor Celeste, que a responde, utilizando-se de idêntica vibração, que é recebida de imediato.

Não são as palavras que vestem o pensamento, muitas vezes desnecessárias, que significam algo, se, por acaso, o sentimento de amor não as acompanhar.

Mais importantes do que as formas e as fórmulas convencionais, são a intenção, o conteúdo intrínseco de que se constitui a prece.

Não será, portanto, pelo muito orar, repetindo palavras de contínuo, mas pelo orar bem, que a prece propicia benefícios inimagináveis, favorecendo a criatura com recursos desconhecidos e poderosos.

Pensa-se, invariavelmente, que a função da prece é de peditório, tendo-se em vista as necessidades reais e as imaginárias, rogando-se auxílio e soluções para os desafios existenciais, que fazem parte do processo de crescimento moral e espiritual a que todos são submetidos.

Em razão desse conceito equivocado, ora-se, apenas, quando as dores e as dificuldades ameaçam, quando o indivíduo sente-se destituído de recursos para os inevitáveis enfrentamentos do dia-a-dia.

Certamente, que se deve fazê-lo nas situações penosas e aflitivas, no entanto, não somente nessas conjunturas, mas nas diferentes circunstâncias experimentadas durante a vilegiatura carnal, assim como depois dela...

A prece não irá resolver os dilemas, os problemas, os desesperos.. Revestida, porém, de unção, produz uma real ligação entre o orante e o Senhor da Vida, na qual, de imediato, se auferirá bem estar, inspiração para encontrar soluções, reforço de energia, de modo que esses recursos contribuirão para o equacionamento da dificuldade e do desafio evolutivo.

É justo que a prece, por si mesma, não solucione os problemas humanos, o que redundaria em prejuízo moral aquele que ora, porquanto este necessita de lutar, a fim de aprender a conquistar o infinito.


Isto porque, as Leis funcionam em caráter de elevação, ensejando a promoção do Espírito, que deve passar pelas experiências que elege, mediante os atos praticados, deles retirando os benefícios que os caracterizam.

Quando erra, projeta para o futuro o processo de recuperação que surgirá em forma de pesadelo e de dor reeducativos.

Noutras vezes, a necessidade de libertar-se do primarismo e das fixações mórbidas, que remanescem através da fieira das reencarnações, impõe-lhe enfrentamentos aflitivos e dolorosos.

Libertar-se da injunção penosa é o caminho para novos  empreendimentos iluminativos, após palmilhar  a senda de espinhos e pedrouços que foram deixados anteriormente.

A prece, nessa circunstância, torna-se recurso inspirativo para que sejam encontrados os instrumentos hábeis para iluminação entre os quais o discernimento, para bem utilizar os mais eficientes, aqueles que facultem a transformação do esforço em êxito.

Robustecido pelo vigor que recebe de Deus, através da oração, o Espírito consegue vencer os impedimentos e descobre novos mecanismos de reparação, aprendendo a não mais delinqüir.

A prece é a linguagem que faculta a comunhão mensal com o Sumo Bem, em contínuo fluxo de amor.

Orando, é possível esquecer-se o fator desgastante e pungitivo, em razão da sintonia com as faixas vibratórias mais elevadas, nas quais operam os Mentores da Humanidade.

À medida que o pensamento e a emoção canalizam a aspiração do amor, da saúde e da paz, na direção da Verdade, de imediato alcançam a sintonia com as Forças da Vida, transformando-se em sensação de harmonia e de indizível felicidade.

Desacostumado ao clima de paz, que advém da prece, o orante deixa-se arrastar pelas ondas de alegria que o tomam, superando os conflitos que o aturdem, levando-o ao desespero.

As criaturas comunicam-se, umas com as outras, através da linguagem verbal e escrita, do gestual, pelos recursos externos que tem à disposição.

O Espírito necessita somente da emissão do pensamento, que deve ser saudável, a fim de sincronizar com a Mente Divina, espalhada no Universo, estabelecendo-se a verdadeira identificação.

Quando te dispuseres a orar, cria, primeiro, o clima favorável indispensável à comunhão com Deus.

Não será de improviso que o conseguirás. Torna-se necessária uma mudança de atitude emocional e mental, a fim de que te concentres no objetivo e emitas o pensamento de maneira segura simples, sem soberba nem presunção.

Se recorres aos Espíritos nobres, orando, para que sejam intermediários dos teus sentimentos, sintoniza na sua faixa vibra tória e serás sustentado por vigorosas energias que te tranqüilizarão.

Se buscas Jesus ou Sua Mãe Santíssima, torna-se imprescindível que anules, quanto possível, o rol de queixas e de reclamações íntimas, mal humoradas, de maneira que haja entre ti e  Eles uma sincronia de identificação de propósitos.

É certo que se deve orar em qualquer situação ou ocorrência grave. Todavia, passada a angústia ou o desalinho do momento afligente, refaze o caminho da emoção, orando em paz.

A prece não te evitará os sofrimentos, não impedirá que experimente os testemunhos de reparação, mas te facilitará melhor enfrentá-los e superá-los com alegria e gratidão.

A prece pode ser comparada a uma ponte de energia luminosa, ligando a margem do ser propínquo ao sublime mundo dos seres longínquos...

Aprende a transitar por ela com a naturalidade que, depois de algum tempo, a tua existência estará transformada em uma contínua e eficiente oração. Praticada a ação, será inevitável a reação correspondente.

Consciente dessa Lei de Causalidade, age com inteireza moral, sempre corretamente, atirando para frente, para o futuro, os resultados que inevitavelmente advirão.

Na condição de mecanismo de apoio para os acontecimentos e de estímulo para os cometimentos, usa a oração como hábito de banhar-te nas sublimes ondas do oceano do Amor Divino, e vencerás com galhardia as provas e as expiações do teu roteiro de elevação.

ILUMINAÇÃO INTERIOR – JOANNA DE ANGELIS – DIVALDO FRANCO

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