CAPÍTULO
II
Emmanuel
O
amigo é uma bênção.
O
inimigo, entretanto, é também um auxílio, se nos dispomos a aproveitá-lo.
O
companheiro enxerga os nossos acertos, estimulando-nos na construção do melhor
de que sejamos capazes.
O
adversário identifica os nossos erros, impelindo-nos a suprimir a parte menos
desejável de nossa vida.
O
amigo se rejubila conosco, diante de pequeninos trechos de tarefa executada.
O
inimigo nos aponta a extensão da obra que nos compete realizar.
O
companheiro nos dá força.
O
adversário nos mede a resistência.
Quem
nos estima, freqüentemente categoriza nossos sonhos por serviços feitos, tão-só
para induzir-nos a trabalhar.
Quem
nos hostiliza, porém, não nos nega valor, porquanto não nos ignora e sim nos
combate, reconhecendo-nos a presença em ação.
Na
fase deficitária da evolução que ainda nos caracteriza, precisamos do amigo que
nos encoraja e do inimigo que nos observa.
Sem
o companheiro, estaremos sem apoio e, sem o adversário, ser-nos-á indispensável
enorme elevação para não tombar em desequilíbrio. Isso
porque o amigo traz a cooperação e o inimigo forma o teste.
Qualquer
servidor de consciência tranqüila se regozija com o amparo do companheiro, mas
deve igualmente honrar-se com a crítica do adversário que o ajuda na solução
dos problemas do reajuste.
Jesus
foi peremptório em nos recomendando:
"Amai
os vossos inimigos". Saibamos agradecer a quem nos corrige as falhas,
guardando-nos o passo em caminho melhor.
(De “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos
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